[ Campanha arrecada mais de 500 livros! ]

Este ano, a Campanha de Arrecadação de Livros da Vaga Lume aconteceu em cinco instituições de São Paulo. As escolas Alecrim, Stance Dual e Vera Cruz e os colégios Liceu Santa Cruz e Oswald de Andrade mobilizaram seus estudantes para uma causa: “um livro novo, uma ponte para a Amazônia”. Foram 523 livros arrecadados!

A Campanha é uma estratégia para alcançar o objetivo de enviar novos livros às bibliotecas comunitárias do Programa Expedição. “Nem sempre temos orçamento para comprar acervo. Com a Campanha sendo realizada anualmente em parceria com as escolas de São Paulo, conseguimos atingir nosso objetivo de enviar livros para manter as bibliotecas abastecidas de novas histórias”, ressalta Aline Calahani, educadora da Vaga Lume.

 

Campanha de arrecadação de Livros no Liceu

 

Os adolescentes participam de toda etapa da Campanha: desde a divulgação até a triagem!

 

Durante a triagem, os livros selecionados recebem o adesivo de "Escola parceira".

 

Para a educadora, a Campanha traz a oportunidade para que jovens se envolvam com uma causa. “É muito transformador ver os adolescentes se envolvendo com a Campanha, mobilizando a comunidade escolar para a causa literária. Eles percebem o quanto é transformadora uma ação que realizam dentro da escola.” Segundo ela, os adolescentes são os principais agentes da mobilização e, ao fim do processo, participam da triagem dos livros. “Eles tornam-se críticos em relação à escolha do acervo. São conscientes de que não basta arrecadar um livro: este tem que trazer uma boa história e estar novo”, explica.

 

Adolescentes do Colégio Oswald responsáveis pela Campanha.

 

Equipe responsável pela Campanha no Stance.

 

Os 523 livros serão enviados às comunidades que se inscreveram no Programa Rede e não foram selecionadas para participar. Cada instituição produziu bilhetes e cartas para serem enviados junto aos livros. A comunidade que os receberem, também terá a oportunidade de responder por cartas, desenhos ou trabalhos. Dessa forma, é possível reproduzir o diálogo intercultural que acontece durante o ano com o Programa Rede.

 

E mais: outras doações!

Recebemos o escritor e ilustrador Alexandre Rampazo, que nos presenteou com exemplares do seu livro mais recente, Este é o lobo. Com apoio da Editora DCL, o livro irá compor o acervo de algumas bibliotecas Vaga Lume da Amazônia! A história foi inspirada em um desenho do seu afilhado: um lobo que olhava para a lua e era mau! Mas quem era o lobo? O que ele queria? A partir de reflexões, Rampazo construiu uma narrativa inusitada, que traz personagens de contos de fadas e da vida real! Como histórias do realismo mágico, o fim é surpreendente!

Fomos selecionados para receber exemplares de Arquitetura do Silêncio, livro com fotografias de Adriana Lafer Rosset e poemas de Manoel de Barros. Quem nos escolheu foi a Future Makers, que apoia iniciativas culturais. Ficamos tão felizes com os livros!

 

Já o Espaço de Leitura do Parque da Água Branca nos recebeu para uma tarde de muita conversa e história! Eles nos apoiaram com a doação de mais de 2.000 livros da Editora Peirópolis! Vamos conseguir, assim, enviar acervo também às equipes locais que realizam atividades na zona urbana!

Por fim, também conversamos com a escritora Roberta Assae, que viajou pelo Brasil em busca de histórias de crianças! A experiência resultou na coleção Crianças Daqui: são oito livros escritos e ilustrados por Roberta a partir de conversas com crianças das cinco regiões do país! Por acreditar no trabalho desenvolvido nas comunidades, Roberta doou 75 coleções (o equivalente a 596 livros!) para serem enviados às bibliotecas comunitárias Vaga Lume! “Acredito na mediação: sei que os livros não só estarão lá, disponíveis, mas serão lidos e cuidados por mediadores de leitura e pelos leitores”, diz Roberta. Ficamos muito felizes com a sua colaboração!

 

           

Abaixo, confira a conversa que tivemos com a escritora!

 

Como você escolheu viajar aos lugares dos livros?

Um dos sonhos envolvidos neste projeto é o encontro de diversas infâncias brasileiras, através dos livros e da literatura. A ideia surgiu da minha observação de crianças do interior do país, com suas características tão diversas e também semelhantes. Para representá-las nos livros, procurei escolher, para visitar e pesquisar, pelo menos um lugar em cada uma das cinco regiões do país, na intenção de trazer representatividade, sabendo que se trata ainda de um recorte pequeno. 

Acolhida por pessoas ou instituições que compartilham dos valores do projeto, viajei para as ilhas fluviais de Abaetetuba (PA); Mumbuca, no Parque Estadual do Jalapão (TO); Trancoso (BA); Vale do Mucuri (MG); Cuiabá-Mirim (MT); Vale do Matutu (MG); Saco do Mamanguá (RJ); Vale dos Vinhedos (RS). Nestes lugares convivi e conversei muito com brasileirinhos que inspiraram as histórias dos oito livros da Coleção das Crianças Daqui.

 

Como foi o processo de escuta da história e escrita?

Procurei me apresentar e me aproximar das crianças e dos grupos com o cuidado de contar minha história e os objetivos do projeto, sempre pedindo licença, criando vínculos através das histórias e agradecendo a quem pode participar. Para mim sempre foi especial o privilégio de fazer parte de uma roda de conversa ou dos encontros onde fui recebida. Aprendi muito sobre a generosidade e o encantamento das pessoas para a infância e para as artes. 

Tem uma coisa bonita quando a conversa acontece: as crianças sentem-se parte de um contexto de valor, compartilham sentimentos e, à medida que evocam suas memórias, vão acontecendo narrativas e brilhos nos olhos. Quando percebem que estão sendo ouvidas, crescem as histórias e já não se sabe mais o que, do que está sendo contado, é acontecido ou imaginado. Assim as histórias ficam mais lindas. Depois, na hora da escrita, foi assim para mim também.

 

Ficamos muito felizes com a doação dos livros! Como é, para você, saber que os livros vão chegar às bibliotecas comunitárias Vaga Lume das comunidades rurais da Amazônia Legal brasileira?

As crianças que frequentam as bibliotecas Vaga Lume estão nas histórias, e este encontro entre eles e os livros é uma emoção grande para mim, é o motivo de tudo isso. Desde que os livros ficaram prontos, estou trabalhando para que cheguem aos leitores e às crianças representadas nas histórias, cheia de expectativas e curiosidade. Escolhi a Vaga Lume por causa da confiança na parceria, pela minha admiração pelo trabalho, e também porque acredito na mediação: sei que os livros não só estarão lá, disponíveis, mas serão lidos e cuidados por mediadores de leitura e pelos leitores. Bão demais!

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