[ Vaga Lume chega em Israel! ]

Temos o prazer em anunciar: a Vaga Lume chegou em Israel! Vamos dar início ao projeto piloto do Programa Rede Internacional, sendo o primeiro par de troca formado pela Comunidade São Braz (Santarém, PA) e a Escola Democrática Kehila (Tel Aviv, Israel).

A história começou a partir do encontro de Sylvia Guimarães, diretora-presidente da Vaga Lume, com Sharon Kalimi Misheiker (na época, membro do Parents Circle Families Forum pelo projeto Crack in the wall) quando se conheceram em um seminário da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) em Berlim, em 2015.

Juntas, as duas tiveram a ideia de ampliar a troca para Tel Aviv, onde Sharon atua. Este ano, convidadas para o 7º Fórum da UNAOC em Baku, trabalharam na proposta.

“Expandir a Rede significa que jovens da Amazônia vão promover a conexão com outros pontos de luz em outras partes do mundo, que também têm interesse e curiosidade em se conectar. Levar a Rede para fora do Brasil significa trazer o mundo de uma forma muito responsável e respeitosa também para a Amazônia”, explica Sylvia.

 

7º Fórum da UNAOC em Baku: a partir da esquerda, Sharon é a segunda mulher e Sylvia, a quinta.

 

Os dois contextos: Comunidade São Braz e Escola Kehila

A biblioteca comunitária Boaventura Queiroz de São Braz foi criada em 2006 e, desde então, somados aos livros da escola, vem formando um acervo de quase 3.000 títulos! Ano passado, a média mensal de empréstimo chegou à marca de 400 livros por mês.

São Braz já participou do Programa Rede. Pelo histórico de atuação e também por ter feito a inscrição no começo do ano, foi selecionada para participar do projeto-piloto. “Estou muito feliz por voltar para a Rede, trabalho que amo fazer!”, comemora Emanuela Fonseca Vidal, educadora responsável pelas oficinas da Rede em São Braz.

A comunidade é formada por 400 famílias (aproximadamente 2.000 moradores). Até 30 adolescentes vão participar do projeto. “Estamos ansiosos pra conhecer o povo que vive em Israel e tirar a imagem que a mídia impõe. Pelo que vimos na apresentação que nos mandaram, a escola é super divertida, viva! As crianças parecem ser felizes e dinâmicas”, completa.

Do hebraico, “kehila” significa comunidade. E é assim que adotam o conceito no dia a dia escolar: quem escolhe o currículo e o programa de aprendizagem é a comunidade escolar. Alunos de dois anos e meio a 18 anos escolhem suas próprias aulas, além da criação de regras e orçamento da escola. Inclusive elas podem dar aulas, participar de um “tribunal”, onde solucionam problemas, e também criam comitês para discutir assuntos de interesse comum. Assim, Kehila garante que os alunos sejam capazes de se envolver em todas as etapas de desenvolvimento da escola e também se aprofundam nos assuntos que mais interessam.

Para Sharon, que também será a responsável pelas oficinas em Tel Aviv, os adolescentes estão entusiasmados. No primeiro encontro, no fim de setembro, aconteceu uma apresentação sobre a região Norte do Brasil. “Os participantes ficaram fascinados pela Floresta Amazônica e muito animados para saber o que as crianças de São Braz costumam fazer. Eles gostaram muito de ver as fotos da comunidade e alguns disseram que até já experimentaram suco de açaí. Eu não tinha ideia que tinha açaí aqui, mas fiquei tão curiosa que no dia seguinte fui procurar. Provei e gostei bastante!”, compartilha Sharon.

 

 

 Metodologia para tecer a Rede

No Programa Rede no Brasil, os adolescentes trocam cartas e outros trabalhos artesanais (como jogos, cartazes, artesanatos). No projeto-piloto internacional, esta característica será mantida com a inclusão de novas linguagens, como fotos e vídeos, a fim de facilitar o envio e recebimento de material. “A metodologia da Rede é replicável para qualquer situação que exista algum tipo de ruptura entre realidades. A Rede tem a capacidade de colocar em diálogo jovens de diferentes lugares, para que eles descubram diferenças e também muitas semelhanças entre si”, destaca Lais Taraia, educadora responsável pelo Programa Rede. Os principais temas de discussão também serão mantidos: no primeiro semestre, nós e, no segundo, meio ambiente.

Para Lais, os choques culturais são “extremamente construtivos” para todos. “A realidade que vivemos no Brasil já é bastante plural, e ela se intensifica em relação a Israel. Com certeza as produções serão ricas em diversidade cultural e diferentes formas de se relacionar com o meio ambiente de cada ponta desse par de troca tão especial!”

O ciclo da Rede Internacional já começou no fim de setembro e se encerra em junho de 2017.

 

Voluntárias para a Rede Internacional: estamos em busca!

Para servir de apoio pedagógico ao educador, a Rede tem uma apostila específica do programa. Para disponibilizá-la à Escola Democrática Kehila, contamos com o apoio de três voluntárias de São Paulo para a tradução do material do português para o inglês. A experiência, para as três, foi muito rica! Confira o depoimento de cada uma!

 

Paula, Flávia e Gabriela foram voluntárias de tradução da Apostila da Rede Internacional.

 

Flavia Speyer, 22 anos

Estudante de Administração Pública

“Eu já fui voluntária por duas semanas numa ONG na África do Sul que cuidava de animais. Voltar a ser voluntária foi muito bom porque traduzir, pra mim, é uma coisa tão simples que tomou uma pequena parcela do meu tempo e que vai ajudar vocês a expandir a Vaga Lume! Com certeza vou continuar procurando outros trabalhos voluntários porque faz a diferença! É uma mão a mais para uma coisa simples de ser feita. Eu ajudei de bom grado e foi muito bom pra vocês. A parceria foi ótima. Sem contar que foi importante ter o contato com realidades diferentes, que eu talvez não tivesse tido. É muito importante ver o outro!”

 

Gabriela Canazza, 21 anos

Estudante de Relações Internacionais

“Eu gostei bastante do trabalho voluntário de tradução, adorei parecer uma professora de inglês. Eu já fiz voluntário antes, mas era diferente, pois eu ia para creches e casas de repousos e ficava o dia lá para fazer o que precisassem. Na Vaga Lume, achei bem legal traduzir. Eu nunca tinha feito antes! Da um frio bom na barriga. Descobri que eu preciso ler mais em inglês! Eu sei falar, mas não sei escrever e foi bom para me dedicar mais a isso!”

 

Paula Sobral, 22 anos

Estudante de Relações Internacionais

“Eu já tinha sido voluntária no Correios para ler cartas de Natal escritas por crianças. Minha responsabilidade era ler para filtrar as cartas. A gente que também podia adotar uma carta para dar um presente à criança. Mas nunca tinha feito um trabalho voluntário tão extenso como o de tradução. Gostei muito porque eu amo ler! Também foi bom para descobrir que eu gosto de traduzir. Gostar de fazer tradução foi uma descoberta que eu tive, até brinquei lá em casa falando que ler e traduzir é terapêutico! Sem contar que eu não tinha tido uma experiência de primeira mão de saber que existem adolescentes que fazem esses trabalhos na Amazônia. Na escola a gente aprende sobre a diversidade, mas focamos no exterior, naquilo que o Brasil tem a oferecer. O Programa Rede é o máximo!”

 

Agora, estamos em busca de voluntários que saibam hebraico/português para traduzir os materiais vindos de São Braz e também os de Tel Aviv! Se você tem interesse, entre em contato com a Daniela: danielalongato@vagalume.org.br.

 

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